24.1.10

Sol na Garganta do Futuro lança novo álbum no Fórum Social Mundial





















Essa semana o Sol na Garganta do Futuro volta ao Rio Grande do Sul para se apresentar na décima edição do Fórum Social Mundial. Aproveitando a ocasião especial o grupo lança álbum download gratuito e licenciado livremente na internet.

O show acontece dia 28 de janeiro no palco principal do Acampamento Intercontinental da Juventude, em Novo Hamburgo. Na mesma noite do dia 28 de janeiro sobem ao palco ainda O Teatro Mágico (SP), Nuvens (PR), OsViralata (MT) e Bataclã FC (RS).

Ouça as músicas clicando aqui.

Sol na Garganta do Futuro no Estúdio Garganta:

1) Casa Tomada (texto do escritor argentino Julio Cortázar)
2) Qualquer Silêncio (Sol na Garganta do Futuro)
3) Máquina de Som (Pedro Paulo Rocha)
4) Vinil Agarrado (Sol na Garganta do Futuro)
5) Metáforas da Visão (sobre texto do cineasta experimental Stan Brakhage)
6) Sex Sua II (Sol na Garganta do Futuro)
7) Devolve meu Corpo em Casa (sobre poema de Pedro Rocha)

a produção do disco é assinado por Constantino Buteri.

19.1.10

Saio em defesa dos fãs de Wanessa Camargo

Existe, creio, uma pequena distorção na repercussão recente, principalmente no Twitter, do que aconteceu domingo, 17, no Estação Porto, num evento da Prefeitura de Vitória quando tocamos Sol na Garganta do Futuro e Wanessa Camargo.

Recebemos com muita felicidade o convite para participar da programação de Verão da municipalidade por mais um ano. A informação primeira é de que iríamos tocar com a banda ZéMaria no dia 15 de janeiro. Algumas semanas depois, através da imprensa tradicional e via twitter, ficamos sabendo que a data teria mudado para dia 17, já com a estrela pop Wanessa.

Primeiro ficamos preocupados porque nessa mesma data havíamos agendado uma apresentação em Uberlândia, por sorte essa data no interior de Minas mudou para março. Em seguida veio a preocupação estética e o choque de públicos. Nós, preocupados com o estranhamento, com a música livre e ela uma estrela teen fora da moda. O que poderia sair nesse encontro inusitado com a glamourização quase fake da velha indústria fonográfica? Teria whisky em nosso camarim?

Desencanamos na seqüência. Seria a oportunidade, talvez única em nossa carreira, de dividirmos a noite com um artista tão diferente, tão distante. Seguimos em nosso processo de produção, intensificando os ensaios e buscando, como revelei lá ao vivo, “o show mais estranho que já viram”. Para gente ainda mais importante, já que foi o segundo grande show aqui em Vitória com a nova formação, que agora traz sampler, sintetizador e uma pegada ainda mais roquenrol.

Gostaria de sair em defesa dos fãs da Wanessa Camargo. Menosprezar a inteligência dessa galera ou simplesmente acusá-los de mal-educados é uma reação muito perigosa que o Sol na Garganta do Futuro nunca compartilharia. Eles, de uma forma geral, respeitaram muito o nosso trabalho, aceitando a provocação em si que é a gente antes do show dela e ainda outras, pois acabei não economizando na ironia, às vezes beirando o deboche.

Aquela multidão, talvez uns mil jovens, escutaram boa parte de nossas música e buscaram o tempo todo uma forma de interagir, seja vibrando a cada movimento de guitarra ou cantarolando músicas da Pequena Cantora nos intervalos. O momento maior dessa tentativa de interação foi o caloroso “Ih, Fora, ih, fora!” (veja o vídeo). Eles SÓ queriam ver o show da Wanessa Camargo. E só. Não foram racistas, homofobicos, não jogaram nada no palco. Não xingaram a mãe de ninguém! Eles, na medida do possível, foram tolerantes ao diferente, ao bizarro. Não podemos agora culpar o fã que ficou duas horas na fila e SÓ queria ver a Wanessa brilhar saindo daquele elevador brega.

Se de fato incomoda, se de fato temos um problema na programação de Verão da Prefeitura de Vitória fiquemos de olho nisso, focados nesse modelo de gestão. Será que é um problema um artista local receber 2 mil a 3 mil reais por show em média e a Wanessa e Charlie Brown receberem juntos 135 mil? Será que é um problema tocarmos sem os equipamentos mínimos relatados em ríder técnico para poder agradar a produção “de fora”? Será que é um problema a cena musical brasileira estar toda se reconstruindo em novos métodos e medidas e a gente aqui ficando para trás com os velhos moldes? - clique aqui e leia reportagem do Século Diário que antecipou o debate.

Por twitter, o poeta, jornalista e grande amigo Caê Guimarães afirmou com bom humor que “misturar Sol na Garganta do Futuro com Wanessa Camargo é colocar pimenta no pudim. Bom pra quem come pimenta, ruim pra quem gosta de pudim.” (veja o tweet). Esse talvez seja o sentido mais saudável dessa repercussão ou para onde aponta o professor da UFES, Fabio Malini, em artigo publicado hoje - leia aqui.


Fabricio Noronha é vocalista da banda Sol na Garganta do Futuro.

7.1.10

Episódio #5 - Ericson Pires

Entrevista com Ericson Pires. Gravada durante o seminário "A Morte do Popstar", dentro da programação do Festival Música Livre, UFES, DEZ/2009.

Episódio #4 - Richard Serraria

Entrevista com Richard Serraria. Gravada durante o seminário "A Morte do Popstar", dentro da programação do Festival Música Livre, UFES, DEZ/2009.

27.12.09

Episódio #3 - Pablo Capilé

Entrevista com Pablo Capilé. Gravada durante o seminário "A Morte do Popstar", dentro da programação do Festival Música Livre, UFES, DEZ/2009.

17.12.09

Episódio #2 - Sérgio Cohn

Entrevista com Sérgio Cohn. Gravada durante o seminário "A Morte do Popstar", dentro da programação do Festival Música Livre, UFES, DEZ/2009.


Episódio #1 - Miguel Jost

Entrevista com Migue Jost. Gravada durante o seminário "A Morte do Popstar", dentro da programação do Festival Música Livre, UFES, DEZ/2009.