27.2.09

Estúdio Ensaio Garganta


Depois da agradável visita do disque-silêncio, numa noite de ensaio onde todos estavam alegres e barulhentos, o Sol na Garganta resolve finalmente dar início a reforma de seu estúdio de ensaio. Localizado na casa do nosso amigo e entusiasta Tião Xará, estamos a meio caminho de botar em prática uma idéia que nos ocorre desde quando nos mudamos pra cá, em meados de 2008.

Nosso estúdio é pequeno, mas é honesto. Por sorte temos paredes que não são paralelas, o que de alguma maneira favorece a acústica do lugar. Os problemas são dois: o isolamento e a acústica. O isolamento porque depois das 22h é que o ensaio começa a ficar bom e por mais que tenhamos vizinhos bem legais, temos crianças de berço na área, e elas ainda não conseguem entender os poemas, se bem que algumas pesquisas apontam que, ainda na barriga da mãe, é possível entender muita coisa. E a acústica porque é fundamental que se escute bem seu instrumento, e quando se escuta bem se pode tocar com um volume mais baixo também.

A primeira coisa que vamos fazer é instalar um ar-condicionado, com esse frio aqui de vitória é impossível juntar cinco caras sem camisa suando aos pícaros numa salinha tão pequena. Com os suores acalmados vamos raspar as paredes e colar carpete nas laterais. Na janela que dá pra rua, aliás a janela é quase o tamanho da parede, vamos usar espumas (D45 e D28) e compensado naval pra vedá-la, com pesar porque uma janela grande aberta é uma maravilha não-contemporânea que vamos perder. Por cima dessa parede, criando uma nova parede, vem uma tecnologia que a gente mal conhece, o drywall, espécie de gesso acartonado que é caro pra caramba, mas que, no dia que o Tião enjoar da nossa cara e chutar a gente de lá, facilmente ele conseguirá fazer tudo voltar como era antes.

Temos ainda uma parede ocupada por um embutido enorme, a idéia aqui é tirar as portas e botar nossa querida Flightmix (mesa de som fabricada pelo Cláudio César Dias Batista) e outros equipamentos pra dentro, liberando mais espaço pra juntar as amizades. As caixas de som, colossos quadriláteros, devem ficar penduradas, isso se o teto agüentar! Por falar em teto, temos duas opções, revestir com objetos difusores ou cobrir com carpete também, tudo vai da quantidade de reverberação desejada. No chão temos taquinhos de madeira, que vão ficar agradavelmente quietinhos ali, suportando toda cerveja e mate derramada.